08 de Março – Porque ter um dia internacional da mulher?

08 de Março – Porque ter um dia internacional da mulher?

Porque 08 de março?

Para muitas pessoas, a data 08 de março é o dia de homenagear as mulheres com flores e presentes, mas diferentemente de outras datas, embora o comércio se beneficie desta data, ela não foi criada com esta finalidade.

Dia 08 de março foi oficializado como o Dia Internacional da Mulher pela Organização das Nações Unidas em 1975, embora essa data já fosse comemorada desde o século XX. Porém, a data teve simbologia de luta e resistência, após mulheres das fábricas nos Estados Unidos e em alguns países da Europa iniciarem manifestações, dentro do  movimento socialista, com o intuito de reivindicar seus direitos trabalhistas, bem como as condições de trabalho, pois suas condições de trabalho eram piores do que as dos homens na época.

 

História da data

Na Rússia, em 1917, milhares de mulheres foram às ruas contra a fome e a guerra; a greve delas foi o pontapé inicial para a revolução russa e também deu origem ao Dia Internacional da Mulher. Já no Brasil, é muito comum relacioná-la ao incêndio ocorrido em 25 de março de 1911 na Companhia de Blusas Triangle, quando 146 trabalhadores morreram, sendo 125 mulheres e 21 homens (a maioria judeus). No entanto, há registros anteriores a essa data que trazem referências à reivindicação de mulheres para que houvesse um momento dedicado às suas causas dentro do movimento de trabalhadores…. Em 1917, houve um marco ainda mais forte daquele que viria a ser o 8 de Março. Naquele dia, um grupo de operárias saiu às ruas para se manifestar contra a fome e a Primeira Guerra Mundial, movimento que seria o pontapé inicial da Revolução Russa. O chamado “Dia Internacional da Mulher” só foi oficializado em 1975, quando a ONU intitulou de “Ano Internacional da Mulher” para lembrar suas conquistas políticas e sociais.

 

TOP 8: Mulheres que fizeram história no Brasil

Dandara:
Sua história é rodeada de mistérios, mas sabe-se que ela não fugia do enfrentamento, jogava capoeira e sabia manejar armas, além de ser uma ótima caçadora. Dandara, suicidou-se em 1694, junto com vários outros quilombolas, durante a tomada de Palmares.

 

Maria Quitéria:
Lutou pela independência do Brasil, no início do Século XIX. Para poder entrar em combate, ela disfarçou-se de homem e apresentava-se como soldado Medeiros aos outros oficiais. Após ser desmascarada pelo seu pai,  foi defendida por seu comandante e continuou lutando ao lado dos homens.

 

Chiquinha Gonzaga:
Primeira mulher a reger uma orquestra no Brasil, além de ser autora da primeira marchinha de carnaval da história: “Ó Abre Alas”, composta em 1899. Compôs mais de 2 mil músicas e ainda lutou contra a monarquia e em favor da abolição da escravatura. O Dia Nacional da Música Popular Brasileira é comemorado em 17 de outubro, em homenagem ao seu nascimento.

 

Rachel de Queiróz:
Romancista nordestina, Rachel foi teatróloga, cronista, jornalista, dramaturga, professora e poetisa. Nascida em 1910, escreveu dezenas de obras literárias que expunham os problemas políticos, sociais e climáticos do Nordeste brasileiro, como o coronelismo e a seca. Em 1937, Rachel foi presa em Fortaleza pelo governo Vargas, acusada de ser comunista. Exemplares de seus livros como “O Quinze” e “João Miguel” foram queimados durante a censura. E no mesmo período foi eleita para a cadeira número 5 da Acadêmia Brasileira de Letras, ela foi a primeira mulher a ocupar um lugar na ABL. 

 

Maria da Penha:
Após passar por duas tentativas de assassinato pelo seu marido na época, lutou  durante 20 anos para ver o agressor e o Estado punidos, alertou o governo para a urgência de uma legislação que protegesse mulheres vítimas de violência doméstica. Sua batalha não foi em vão e a lei que leva seu nome vigora desde 2006. Hoje, ela coordena uma ONG que auxilia vítimas e trabalha no combate a violência contra a mulher.

 

Elza Soares:
Elza foi forçada a casar aos 12 anos e foi mãe aos 13 anos. Elza só conseguiu seguir carreira depois de ficar viúva, aos 21 anos. Mesmo com a fama, sofreu muito por ser acusada de acabar com o casamento do jogador Garrincha e chegou receber ameaças de morte na época. Deu a volta por cima e é hoje uma lenda viva da MPB.

 

Anita Garibaldi:
Anita, “a heroína dos dois mundos, foi uma revolucionária que fez história no Século XIX. Nasceu em Santa Catarina e lá casou-se com o guerrilheiro italiano Giuseppe Garibaldi, com quem lutou na Revolução Farroupilha e contra a invasão do exército austro-húngaro (na Itália).

 

Marielle Franco:

Marielle Franco era mulher negra, mãe, cria da Maré, defensora dos Direitos Humanos, socióloga e mestra em Administração Pública. Em 2017, Marielle se tornou vereadora do Rio de Janeiro pelo PSOL e presidenta da Comissão da Mulher da Câmara Municipal. Marielle se formou pela PUC-Rio, e fez mestrado em Administração Pública pela Universidade Federal Fluminense (UFF).
Iniciou sua militância em direitos humanos após ingressar no pré-vestibular comunitário e perder uma amiga, vítima de bala perdida, num tiroteio entre policiais e traficantes no Complexo da Maré. 
No dia 14 de março, Marielle Franco foi assassinada a tiros junto com Anderson Gomes, seu motorista, quando voltava de um evento com jovens negras. A dor da sua morte e de tudo o que ela simbolizava desencadeou homenagens emocionadas em redes sociais e grandes manifestações nas ruas pelo Brasil e no mundo. 

 

MULHERES REFERÊNCIAS PARA O SERVIÇO SOCIAL

 

Historicamente, a produção do conhecimento do Serviço Social foi construída em sua maioria, por mulheres, que construíram historicamente as reflexões sobre a profissão, trazendo consigo obras na perceptiva crítica que contribui com a qualificação do fazer profissional de milhares de Assistentes Sociais. Sendo elas, grandes referências do Serviço Social: Iamamotto, Guerra, Martinelli, Barroco, Boschetti, Potyara, Behring  entre muitas outras que foram e continuam sendo pilares de referência no Serviço Social.
E o que falar das grandes autoras referências do Serviço Social que participaram das Jornadas da Pótere Social?
Sendo elas: Mirla Cisne, Elaene Rodrigues, Marlene Rodrigues, Iolanda Guerra, Lucia Lopes, Mioto estiveram presentes em nossas Jornadas anteriores  da Pótere Social. Trazendo suas grandiosas contribuições. 

Uma dessas autoras reconhecidas do Serviço Social, é a nossa querida Mirla Cisne, que nos concedeu uma entrevista para o programa PAPO DE AS no canal do Youtube da Pótere Social. Neste programa Mirla trás o debate sobre Feminismo.

  Confere o vídeo completo abaixo

(caso ainda não seja inscrito em nosso canal, não esquece de clicar no sininho e receber notificações sempre que tiver vídeo novo) :

Gostou do vídeo?? Fantástico né?
Pra acrescentar ainda mais nos estudos de vocês, segue abaixo, trabalhos que envolvem as autoras citadas acima, podendo realizar download:

Respondendo a Pergunta inicial, título da notícia: Porque ter um dia internacional da mulher?
Através da notícia acima, percebemos a necessidade de exaltarmos a importância que nós mulheres temos historicamente, seja na arte, na música, na Política, no esporte, em nossa Profissão e em outros diversos espaços. Trazendo suas vozes carregadas de resistência. Neste 08 de março, é um dia para reafirmarmos a Força que nós mulheres carregamos diariamente e toda nossa potencialidade de transformar aquilo que desejamos. Essa data, acima de tudo, é necessária para lembrar a todxs o quanto, infelizmente, ainda existe: desigualdade de gênero, diferenças salariais, violência em nossos corpos regidas pela cultura patriarcal, além de sermos estigmadas como inferiores até no quesito intelectual. Essa data vem para mostrar que estamos muito à frente de qualquer estigma, preconceito e diferenças. Historicamente, percebemos que somos sujeitas protagonistas das nossas próprias vidas!

A gente se fortalece na luta!
Marielle Franco

 

 

Confira outras notícias em nosso Whats app. É só enviar a palavra “Cadastro” neste link:  Whats app 

 

      Nossas Redes Sociais:

Deixe uma resposta